A comissão de apoio da ex-candidata Lourdes Caposso Fernandes (na foto) emitiu uma nota de repúdio denunciando aquilo que considera serem atos de difamação e injúria contra a militante do MPLA, alegadamente promovidos por membros do partido que utilizam perfis falsos nas redes sociais
Na nota, divulgada após a escolha das candidatas novas secretárias-gerais da Organização da Mulher Angolana (OMA), a comissão começa por felicitar as duas candidatas eleitas, sublinhando, em seguida, preocupação com publicações que associam Lourdes Caposso a um suposto “passivo pesado”, expressão classificada como grave e lesiva do seu bom nome.
Segundo a comissão, as acusações difundidas nas redes sociais não apresentam provas e configuram crimes de difamação, por imputarem factos falsos com o objetivo de manchar a reputação de uma militante do partido. O documento sustenta ainda que tais ataques estariam a ser feitos no seio do próprio MPLA, contribuindo para a degradação do debate político interno.
A nota também alerta para o uso recorrente de portais e plataformas digitais financiadas, segundo a comissão, para atacar dirigentes e militantes do partido, criando um ambiente de hostilidade que se estende, inclusive, ao Presidente da República e líder do MPLA, João Lourenço, bem como a colaboradores próximos.
“A utilização de campanhas anónimas e difamatórias reflete receios de exoneração e disputas internas por cargos”, afirma o comunicado, acrescentando que muitos dos ataques acabam por ser imputados a terceiros que nada têm a ver com os conteúdos divulgados.
A comissão apela aos militantes para que evitem práticas de ataque pessoal, defendendo que o foco do partido deve estar na resolução dos problemas do povo angolano e na mobilização política com vista aos desafios eleitorais futuros. Reitera ainda que os cargos no aparelho do Estado são transitórios e não vitalícios.
Sobre Lourdes Caposso Fernandes, o comunicado descreve-a como uma militante convicta do MPLA, comprometida com a liderança do partido e disponível para contribuir para o seu desenvolvimento. A ex-candidata, segundo a comissão, encontra-se “serena, firme e confiante” quanto à nova dinâmica da direção nacional da OMA, manifestando apoio à candidata vencedora.
A nota conclui com um apelo à unidade partidária e ao respeito entre militantes, sublinhando que a prioridade deve ser o interesse público e não disputas internas que fragilizam a imagem do partido junto da sociedade.
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