JUSTIÇA APERTA O CERCO: TRIBUNAL CONGELA BENS DE NAICE ZULO EM ESCÂNDALO DE 380 MILHÕES KZ POR ABUSO DE CONFIANÇA E BRANQUEAMENTO



A justiça angolana decidiu finalmente agir contra a impunidade financeira ao ordenar o arresto preventivo de bens de Naice Zulo, no âmbito de um processo-crime que envolve alegados esquemas de abuso de confiança e branqueamento de capitais, num montante astronómico avaliado em 380 milhões de kwanzas.


A decisão judicial, avançada pelo Agita News, resulta de fortes indícios recolhidos durante a instrução do processo, que apontam para a apropriação indevida de valores financeiros e para a sua posterior ocultação através de mecanismos clássicos de lavagem de dinheiro, prática que tem corroído a economia nacional e alimentado redes de privilégio e corrupção.


O tribunal determinou o congelamento de contas bancárias, bens móveis, imóveis e outros activos financeiros, numa tentativa de travar a habitual fuga ao património que marca muitos processos envolvendo figuras com acesso a dinheiro, influência e protecção informal.


Fontes judiciais são claras: o arresto foi decretado porque existia risco real de dissipação de bens, um sinal inequívoco de que o sistema judicial identificou manobras para esconder ou desviar património, comportamento recorrente em crimes económico-financeiros de grande escala.


Apesar de vigorar o princípio da presunção de inocência, o valor envolvido 380 milhões de kwanzas, coloca este caso no centro do debate público sobre impunidade, justiça selectiva e falta de responsabilização de agentes económicos que durante anos actuaram à margem da lei sem consequências visíveis.


 As investigações continuam em curso, podendo o processo alargar-se a outros arguidos, empresas de fachada ou terceiros cúmplices, caso se confirmem ligações usadas para movimentar e camuflar os fundos em causa.


Este processo expõe, mais uma vez, uma realidade incómoda: o branqueamento de capitais e o abuso de confiança continuam a ser tratados como crimes “toleráveis” até que a pressão pública e judicial se torne incontornável. A actuação do tribunal levanta agora uma questão central: haverá justiça até ao fim ou este será apenas mais um caso abafado com o tempo?


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