Depois de muita hesitação, ruído e cansaço colectivo, Portugal acabou por fazer aquilo que define as democracias maduras: uniu-se para travar a extrema-direita.
Os portugueses mostraram a André Ventura que é possível estar farto de problemas, desigualdades e falhas do sistema — e ainda assim recusar soluções embrulhadas em ódio, nostalgia autoritária e fantasias perigosas de “redenção nacional”.
A vitória de António José Seguro não é apenas um resultado eleitoral; é uma mensagem política clara. Será, sem dúvida, uma espinha entalada na garganta de Ventura — talvez a prova de que nem todo o povo se deixa seduzir por discursos que ecoam, perigosamente, ideias que o mundo já pagou caro para conhecer.
Entre frustração e esperança, Portugal escolheu o caminho mais difícil: o da democracia imperfeita, mas viva.
OBS: parece que o Ernesto Bartolomeu tinha razão.
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