David Mendes prevê derrota da oposição e diz que Higino Carneiro seria “humilhado nas urnas” se confrontar MPLA

 


O jurista e comentador David Mendes considerou este sábado, 31, que qualquer tentativa de confronto directo com o MPLA nas próximas eleições resultará numa derrota expressiva da oposição, defendendo que o político Higino Carneiro não reúne condições para liderar um projecto alternativo capaz de disputar o poder.

 

As declarações foram feitas durante o programa Tribuna Livre, da Rádio Correio da Kianda, onde David Mendes afirmou que uma eventual candidatura de Higino Carneiro à liderança de um partido com o objectivo de enfrentar o MPLA seria eleitoralmente desastrosa.

 

“Se o Higino Carneiro se aventurar a ficar à frente de um partido para confrontar o MPLA, vai ser humilhado nas urnas”, afirmou, sublinhando que o actual contexto político favorece claramente o partido no poder.

 

O jurista recordou que riscos semelhantes já foram assumidos em momentos anteriores da história política recente. Ainda assim, sustentou que os resultados eleitorais não são eternos, embora, no actual cenário, a oposição enfrente fragilidades profundas.

 

“Só quem não está na política não percebe que o cenário aponta para uma derrota expressiva da oposição”, disse, defendendo que qualquer estratégia de confronto deve ser cuidadosamente ponderada.

 

David Mendes questionou ainda a viabilidade de Higino Carneiro aceitar um eventual convite para encabeçar a lista de um partido que não seja o MPLA, manifestando ceticismo quanto à possibilidade de sucesso eleitoral dessas formações.

 

“Vamos ser coerentes: nenhum desses partidos vai ganhar eleições. Quem vai ganhar é o MPLA”, afirmou, reforçando a ideia de que o domínio político do partido governante permanece intacto.

 

As declarações surgem num contexto de debate crescente sobre o futuro da oposição angolana e as estratégias a adoptar face à hegemonia do MPLA no xadrez político nacional.

 

Referir que na última semana, Higino Carneiro defendeu que “é preciso conversar para não guerrear”, sublinhando o diálogo como essencial para a democracia e estabilidade.

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