INTERVENÇÃO DO COMANDANTE GERAL DA PNA NA CERIMÓNIA DE ABERTURA DAS COMEMORAÇÕES DO 50.º ANIVERSÁRIO DA POLÍCIA NACIONAL DE ANGOLA



EXCELENTÍSSIMOS COMANDANTES GERAIS REFORMADOS DA POLÍCIA NACIONAL DE ANGOLA;  

 EXCELENTÍSSIMOS 2.ºs COMANDANTES GERAIS DA PNA;  

EXCELENTÍSSIMO INSPECTOR DA PNA;  

EXCELENTÍSSIMO DIRECTOR DE EDUCAÇÃO PATRIÓTICA DA PNA;  

CAROS MEMBROS DO CONSELHO SUPERIOR DE POLÍCIA;  

PREZADOS OFICIAIS COMISSÁRIOS, SUPERIORES, SUBALTERNOS, SUBCHEFES, AGENTES E TRABALHADORES CIVIS;  

 MINHAS SENHORAS E MEUS SENHORES;  

Quero em primeiro lugar saudar calorosamente a todos os presentes neste acto solene de abertura das jornadas comemorativas do 50.º Aniversário da PNA, a celebrar-se no próximo dia 28 do mês e ano em curso.


Excelências, minhas Senhoras e Meus Senhores;


As festividades que hoje começam visam não só celebrar um ano de existência da corporação, mas também exaltar a coragem, a abnegação e a resiliência daqueles que servem a instituição policial, na manutenção da segurança pública do país durante cinco décadas. Celebrar meio século da nossa corporação é celebrar uma história de coragem, disciplina e compromisso com a ordem pública, a segurança e a soberania nacional.


Desde a sua gênese, em 1976, a PNA tem sido o pilar fundamental da estabilidade interna, protegendo cidadãos, salvaguardando bens e garantindo a execução das leis do país. Hoje, mais do que nunca, a Polícia Nacional de Angola é obrigada a alinhar-se aos valores democráticos, da transparência e buscar constantemente o aprimoramento das suas práticas, fortalecer a confiança da sociedade nos serviços prestados aos cidadãos e garantir que estes sejam de forma justa e imparcial. A situação atual da nossa corporação é de mudança estratégica para estarmos alinhados à sociedade moderna.


Estamos a implementar um processo de modernização que abrange desde a formação técnico-profissional e científica até à melhoria das condições sociais e de trabalho do nosso efetivo. Pois, hoje a PNA não é apenas uma força reativa, mas proativa, garantindo que cada cidadão possa exercer a sua liberdade, os seus direitos num ambiente de ordem, que se traduz em segurança, tranquilidade e salubridade públicas.


Excelências, Minhas Senhoras e Meus Senhores;


Ao olharmos para o futuro, notaremos que os desafios da PNA são grandes, e devemos cada vez mais estar preparados para o combate à criminalidade organizada transnacional, ao cibercrime e às novas ameaças à ordem pública. Para tal, devemos evoluir para uma polícia proativa, para os desafios do século.


Reitero aqui o compromisso que deve estar gravado no coração de cada efetivo: servir com integridade e proteger com autoridade. Servir com integridade significa não haver tolerância para o desvio ético. A nossa farda é o símbolo da ordem; quem a enverga deve ser o primeiro exemplo de civismo e honestidade.


Ser íntegro é agir com ética, transparência e patriotismo, combatendo qualquer prática que atente contra o bom nome da nossa corporação. Servir com integridade é, em essência, cumprir com o novo Regime Disciplinar do Pessoal da Polícia Nacional de Angola. Proteger com autoridade é garantir que a paz social seja inegociável, assegurando que o cidadão de bem se sinta seguro e o infractor sinta o peso da justiça. Porém, a nossa autoridade deve estar sempre pautada no estrito respeito pela constituição, pelas leis, bem como pelas convenções internacionais de que Angola é parte.


Excelências, Minhas Senhoras e Meus Senhores;


Uma instituição que não honra o seu passado não tem alicerces para o presente, nem para o futuro. E a solenidade deste acto ganha uma dimensão singular com a presença de Vossas Excelências, Ex-Comandantes Gerais. Por isso, Excelências, permitam-me dirigir a vós uma palavra especial, pois sois os guardiões da nossa memória institucional.


O vosso contributo foi crucial em momentos críticos da nossa história, desde a afirmação da PNA no período pós-independência, passando pela consolidação da paz até aos desafios da democratização do país. Estarem aqui hoje para prestigiarem este evento e participarem da mesa redonda sobre o percurso histórico da PNA é um gesto que muito nos honra. A vossa sabedoria é, sem dúvida, o fio condutor que liga o espírito de 1976 à modernidade.


Queremos ouvir as vossas lições sobre como a polícia se adaptou ao longo dos tempos. A vossa presença assegura que, enquanto avançamos para o futuro, jamais podemos esquecer as raízes que nos sustentam. Excelências, a vossa participação na mesa redonda sobre o percurso histórico da PNA é o ponto mais alto deste acto. Ouvir as vossas experiências sobre as dificuldades superadas e as conquistas alcançadas é um privilégio para as novas gerações de polícias que hoje preenchem este auditório.


Obrigado por continuarem a servir a PNA com a vossa sabedoria. Excelências, Minhas Senhoras e Meus Senhores;


Que os próximos 50 anos sejam de glória e serviço abnegado. Que cada Agente da Polícia Nacional de Angola sinta no peito o orgulho de pertencer a esta família e a determinação de manter a ordem e a paz em todo o território nacional. 


Com estas palavras, declaro abertas as jornadas comemorativas do 50.º Aniversário da Polícia Nacional de Angola.  

“PELA ORDEM E PELA PAZ, AO SERVIÇO DA NAÇÃO”  

MUITO OBRIGADO A TODOS.


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