RAVINAS CORTAM CIRCULAÇÃO E “ENGOLEM” BAIRROS PERIFÉRICOS- ELIAS MUHONGO



É uma velha desgraça que, por culpa da inacção das administrações públicas, as ravinas têm estado a assolar e a gerar prejuízos enormes, ao país, referenciando apenas, aos munícipes de Viana, Cacuaco, Cazenga e dos Mulevos, em Luanda, que vivem sob constante apreensão, especialmente, na época chuvosa que traz consigo uma série de desafios para quem reside nos bairros do Belo Monte, Kikolo e Augusto Ngangula, Boa Fé, IBA, Paraíso, Kalumana, Boa Esperança, Cerâmica Dois e Balumuka.


Alguns bairros periféricos são “consumidos” pelas ravinas, obrigando os moradores a mudarem-se para zonas mais seguras. A realidade é sombria, com a situação das ravinas a destruírem residências, vias secundárias e terciárias. Ao longo do primeiro e segundo mandato, o presidente João Lourenço não consegue promover boas realizações em prol da sua governação económica e social, do país.

Segundo os munícipes, a miséria, a fome e a pobreza, que se vivem não se justificam, melhor, justifica-se dada a incompetência dos constantes administradores colocados à frente dos municípios que apenas vêm fazer trabalho político a favor do seu partido MPLA do que administrativo e gestão a favor dos munícipes.

“O lixo, as ravinas, os buracos nas estradas, as doenças, assassinatos, a miséria e a fome, estão cada vez mais, ao nível do seu patrono (o MPLA)”, afirmam muitos angolanos.

O Governo provincial de Luanda está a ser acusado de negligência e inércia diante dos desafios enfrentados pelos munícipes devido às ravinas que assolam os bairros periféricos desde 2007. Apesar de não ser uma novidade para os moradores, está a preocupar os pacatos cidadãos que temem por danos maiores, pois a falta de acção das autoridades, especialmente do governo e das administrações municipais, evidencia a má gestão do Executivo e do Estado.

Os luandenses expressam frustrações com a aparente falta de resposta às suas preocupações, destacando a ausência de medidas concretas para lidar com as ravinas que revelaram as mentiras face à gestão pública do executivo liderado pelo MPLA.

“As águas das chuvas”, por exemplo, que em teoria deveriam representar esperança e renovação, tem sido na prática um poderoso instrumento na época chuvosa para expor as falácias de um governo que utiliza mentiras compulsivas para manter uma narrativa de progresso, enquanto a realidade das ravinas e ruas mostra o contrário. As redes sociais têm sido palco de denúncias sobre as condições precárias em Luanda, com vídeos que mostram as dificuldades enfrentadas pela população desde as estradas alagadas até residências ameaçadas pelas ravinas.

A situação é agravada pela falta de investimento público prometido pelo Executivo angolano, que incluía a construção de uma escola profissional de formação na área das pescas, recuperação de empresas e residências populares. “Tais promessas, no entanto, nunca se concretizaram, deixando os moradores em uma situação de desamparo, aqui em cacuaco,” lamentam.

Diante desse cenário, os munícipes de cacuaco clamam por uma gestão administrativa e governativa mais eficiente e competente, assim como pela realização urgente de eleições autárquicas.

“Aqui no nosso bairro dos mulevos, as ravinas são um perigo constante que atormentam os munícipes, levando muitas famílias a deixarem suas residências em busca de abrigo seguro”, relata Serafina Kassinda, além disso, durante o período chuvoso, enfrentamos dificuldades para entrar e sair de nossas casas devido às estradas alagadas, e somos obrigados a pagar por passagens improvisadas feitas por jovens locais”, acrescentou.

Desespero e revolta dos munícipes da capital. Para muitos, a situação se tornou insustentável, com a necessidade de abandonar suas casas por precaução devido ao risco iminente de deslizamentos de terra e desabamentos. A falta de acesso a serviços básicos, como água potável e energia elétrica, agrava ainda mais a crise vivenciada pelos residentes. As condições precárias das ruas e estradas também contribuem para a sensação de abandono e desespero entre os moradores.

“Vivemos em extrema pobreza e miséria, e o erro está no próprio sistema político, que prioriza os interesses do partido, em detrimento das necessidades do povo”, lamentou a senhora Domingos Francisco, uma das residentes afetadas.

Enquanto isso os apelos por uma mudança real e efetiva nas administrações crescem, com muitos munícipes exigindo uma prestação de contas sobre o uso dos recursos destinados ao desenvolvimento dos bairros. A falta de transparência e accountability por parte das autoridades tem alimentado o sentimento de desconfiança e revolta entre os moradores, que anseiam por uma liderança comprometida com o bem-estar das comunidades.

O Jornal Folha ficou, a saber, que houve uma equipa do Governo da Província de Luanda e das administrações municipais têm se deslocados aos locais, recolhendo dados relacionados aos perigos impostos pela expansão das ravinas que alastraram cada dia que passa, mas sem apresentarem soluções há anos.


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Folha 8 

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