Desta vez não vos peço licença, mas sim atenção, uma vez que trago a parte 2 do assunto sobre avaliação de ameaça de infiltração estruturada no sector diamantífero nacional.
Após a denúncia pública prévia realizada concernente ao cidadão russo Alexander Reznik, foram recebidas comunicações privadas de múltiplos indivíduos que alegam ter sido recrutados pelo referido cidadão. Segundo os relatos, foram feitas promessas de saída do país com todas as despesas pagas.
O cidadão russo alicia com promessas de apoio financeiro para recomeço de vida fora de Angola. Alguns empresários angolanos foram igualmente prometidos contratos com as empresas Catoca e Luele, actualmente as principais empresas do sector diamantífero nacional.
Entretanto, as informações recolhidas pelo Laboratório Sakatindi indicam que a missão atribuída ao cidadão Alexander Reznik, consiste na tomada de controlo estratégico do sector diamantífero angolano por via indirecta, mediante recrutamento de actores nacionais e utilização de estruturas societárias internacionais.
Mas esta rede opera dentro das empresas do Estado com as seguintes empresas;
SOCIEDADE MINEIRA DE CATOCA, LDA
NIF: 5410002628
Matrícula: 2005.50
Sede: Luanda, Rua Major Kanhangulo, Nº 100, 4º Andar-A
Sócios:
ENDIAMA, E.P.
Sede: Luanda
Quota: Nkz 5.227.200.000.00
Empresa angolana
ALMAZY ROROSSIL SAKHA, S.A.
Quota: Nkz 5.227.200.000.00
Empresa líder do sector mineiro russo
Fundação: 19 de Fevereiro de 1992
Sede: Mirny, Sakha
CEO: Pavel Marinychev
ODEBRECHT MINING SERVICES INC
Quota: Nkz 2.613.600.000.00
Empresa brasileira
O histórico dessas empresas a cometer crimes dentro da empresa diamantífera do Estado chegou a um ponto inaceitável, onde os mesmos têm controlo de tudo.
A empresa russa ALROSA possuía quantidade de acções equivalente à ENDIAMA. Contudo, a influência operacional no sector diamantífero angolano encontrava-se sob predominância russa.
Após a tomada de posse do Presidente João Lourenço em 2017, procedeu-se à reestruturação estratégica da participação estrangeira, resultando na retirada da empresa russa e da empresa brasileira da sociedade.
Mas houve nova configuração societária com entrada via Sultanato de Omã. De forma estratégica, ainda segundo as informações recolhidas, a Federação Russa teria adoptado novo mecanismo de influência indirecta utilizando o Sultanato de Omã como intermediário.
Daí criaram uma nova empresa para substituir a participação anterior, obrigando à formação de sociedade com a Catoca. Nela houve nova estrutura da Sociedade Mineira de Catoca.
ENDIAMA E.P. – 59%
TAADEEN – 41%
Fundo Soberano do Sultão de Omã
Criada em 2020
Substituição da ALROSA
Representada nas negociações por Sr. Abdul Aziz Al Maqbali.
À vista dos dados recolhidos, em 2025 a Rússia teria assumido posição operacional directa, enviando o cidadão Alexander, via Sultanato de Omã, com o objectivo de reassumir controlo estratégico do sector.
Daí lhe foi atribuída a missão de fazer, de acordo com as informações compiladas, recrutamento prévio de cidadãos angolanos antes da chegada ao território nacional, promessas contratuais junto da Sociedade Mineira do Luele e influência directa na estrutura decisória da mineradora do Luele por intermédio da empresa Taadeen.
OBS: Quem manda na mineradora do Luele é a empresa Taadeen por meio do seu espião Alexander Reznik.
O Laboratório Sakatindi teve de investigar os cidadãos angolanos recrutados pelo cidadão russo. Temos abaixo mencionados ;
IVAN ADILSON VIEIRA PINTO
BI Nº 0001433042LA028
Filho de Frederico Jorge Vieira Pinto e Filomena da Costa Fernandes Vieira Pinto
Rua 15 Casa 194, Condomínio Vila Flor Camama
Natural de Luanda – Ingombotas
Nascimento: 11/05/1982
Estado civil: Casado
Contacto: +244 922395307
ANTÓNIO GERVÁSIO MANUEL ZOLA
BI Nº 000377454LA037
Filho de Simão Zola e Cristina Manuel Zola
Rua Amílcar Cabral Nº 57, Maianga
Natural de Luanda – Maianga
Nascimento: 29/12/1979
Estado civil: Solteiro
Contacto: 923298166
MARIANA ARAGÃO
Directora Executiva de Qualidade, Compliance e Gestão de Riscos.
Entendemos que o recrutamento, querendo ou não, será uma ameaça para o país. Sabem porquê?
Com base nas informações apresentadas, existem indícios de operação estruturada de influência económica. A estratégia aponta para captura indirecta de sector estratégico nacional, utilização de intermediário estatal estrangeiro (Omã), recrutamento direccionado de actores empresariais nacionais e potencial criação de rede de dependência contratual e financeira.
Nível de ameaça preliminar: ALTO – Sector Estratégico Crítico.
Se houver dúvidas, vamos pensar nestes quesitos.
O senhor Alexander Reznik, exerce a função de CFO de Catoca. Como pode um cidadão que entrou no país como investidor tornar-se funcionário de uma empresa em que ele próprio representa interesses?
Como uma instituição como o Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, na pessoa do Ministro, permite a um cidadão estrangeiro com visto de investidor exercer funções como trabalhador sem visto de trabalho?
Onde estão as instituições fiscalizadoras para rever esta questão? Ele incorre na prática de vários crimes, como fuga ao fisco, por exemplo.
A Rússia já domina o sector militar angolano. Vamos permitir que assalte também o sector diamantífero?
O tal espião angolano dentro de Catoca, por ganância, foi também recrutado pelo russo, tudo por dinheiro. Vamos salvaguardar os dados do espião angolano.
É de carácter imperativo que as autoridades angolanas tomem posição e criem uma comissão para tirar a prova dos nove sobre todo este assunto. Reiteramos disponibilidade para colaborar, fornecendo tudo o que temos a nível de informação às autoridades.
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Fonte: Sacantindi
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