ADEUS, MONTEIRO ELISEU- DEMETRIO KOKELU TULUMBA



Nascido na RM/50, na província do Huambo, o nosso Pierre, que foi mais conhecido por Monteiro Eliseu, cujos pais deram luta pela causa da UNITA, na luta contra o imperialismo russo-cubano, contra a fraude e o genocídios político-tribal, na resistência popular geralizada contra a exclusão e na luta democrática para a alternância do poder. O jovem Monteiro esteve sempre nesses momentos  marcantes da nossa história. Muito cedo entrou nas fileiras das forças militares da UNITA, participando na defesa da cidade do Huambo, em 94, no município do Longonjo, onde vio o General Consagrado a tombar.


Conheci o Monteiro em 1997 no Bailundo, como vendedor de bolachas, pastilhas, sugos e mentol, na piscina municipal frente ao Secretariado geral do partido. Como bom empreendedor, o seu negócio foi diversificado e tornou-se Kínguila na praça do Sachole, na companhia do Feio e outros. Lembro-me em termos organizado uma passeata contra a extensão da administração e termos recebido alguns averes deles por não estarem a participar, o que levou a pronta intervenção da Direcção do partido e dos órgãos de segurança, para a restituição imediata dos referidos bens. O Monteiro aceitou o chamamento patriótico para ingressar nas forças militares da UNITA na procura de uma Angola mais justa, livre do medo e da pobreza e deu luta, para a pátria resgatar. Foi um exímio mobilizador na qualidade de Secretário da JURA no Huambo,  Secretário para mobilização e catapultou para Direcção como secretário adjunto para a mobilização. 


Quem mais me fará rir? Ainda lembro-me das nossas lutas verbais no III Congresso da JURA,  nas campanhas internas do Congresso do partido, onde sem targiversar disseste ao Filipe Mendonça: " O seu tio não foi à General com o grupo coral" , nas reuniões de trabalho quando falavas sobre a distribuição de tarefas: "o rabo não faz o que as mãos devem fazer ", das passagens do Velho Jonas, que só você é sabia: " o homem não pode falhar porque se ele falha a culpa não é dele é de quem lhe fez falhar ". Hum! Nas pausas da canção 'lutar até ao fim ' dizias:" independentemente da vida que viemos lutar, para que o angolano não morra, para a vida dele, para a vitória final " . Não entendia mas que, posteriormente, Angola toda passou a conhecer o nosso Monteiro, o Pierre: " Oh Nível, vai em Luanda e diz que, se lá os cantores cantam sobre o amor, aqui no Huambo cantam sobre o sofrimento", profundo! " a sorte que o cão rafeiro tem de dormir na rua não é a mesma do cabrito, porque vão lhe fazer cabrité ", " as barbas que seriam do boi deram no cabrito."


Monteiro Eliseu entra no leque de Deputados que passaram pela casa das leis deixando marcas com palavras hilariantes prenhe de sentido de humor,  no caso de Fulupinga Nlando Vítor: "sr. Presidente,  não deia exemplo dá mais exemplo de Cabo-verde, dá exemplo da França ". Deputado Ouro Negro: "Quando estão a te acusar que tens hérnia, arreia as calças ". Deputado Savihemba: " sr. Presidente, estou a ser atacado pelo colega Mac Mahon, o mais caricato é que ele é médico mas em vez de ter clínicas, tem agências funerárias". Makuta Kondo: "Não se questiona o sexo do cão porque anda nú". Meu sobrinho,  vá em paz, soubemos da situação e muito não falo mais, apenas gerindo a dor que vai enfraquecendo o meu corpo, com perdas inreparáveis e em catadupa, para gáudio dos malfeitores e tristeza profunda dos que perdem os seus ente queridos. Combateste um bom combate, vamos levantar, vamos limpar a sua arma e quando amanhecer com a sua arma estaremos a combater. É um abraço também é assim que se faz a história. 


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