Dívidas a provedores paralisam registos e cartórios em Angola há dois meses

 


Substituição de prestadores de serviços e falta de pagamentos estão na base da inoperância dos postos de identificação. Problema que se arrasta há dois anos, está a bloquear a emissão de documentos essenciais e a empurrar os cidadãos para esquemas de corrupção e subornos.

A instabilidade no sistema de identificação e registos em Angola, que se arrasta há mais de dois anos, atingiu um ponto crítico nos últimos dois meses.

 


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De acordo com fontes do Valor Económico, a falta de pagamento do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos (MINJUSDH) aos provedores de serviço, aliada à substituição das empresas gestoras, é o motivo pelo qual conservatórias e cartórios de todo o país estão praticamente inoperantes, alimentando uma rede de esquemas de corrupção e "micheiros". 

 

Segundo as mesmas fontes, que preferem não se identificadas, o cenário agravou-se significativamente após as reformas implementadas pelo ministro Marcy Lopes, que assumiu a pasta em 2023.


Valor Econômico 


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