A Ministra das Finanças, compulsivamente emocionada, insiste em comportar-se como se estivesse num autêntico infantário e não à frente de uma das pastas mais sensíveis do país. Entre discursos inconsistentes e reacções pouco maduras, vai alimentando uma narrativa fantasiosa de que, ultrapassada a difícil fase de 2024, tudo seria um “mar de rosas” para o povo angolano.
Quando confrontada com as suas próprias palavras, responde com um ligeiro “perdoem-me, só já”, como se estivesse entre amigos de bairro, numa conversa despreocupada. Esta leveza não é inocente: é o reflexo de quem não encara com a devida seriedade a gestão das finanças públicas.
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Após a aprovação do Orçamento Geral do Estado, afirmou, com aparente convicção, que a maior parte do mesmo seria financiada por impostos. Mas a realidade desmente o discurso: num sistema onde persistem denúncias de desvio e má gestão na AGT, falar de receitas fiscais como pilar seguro soa mais a ilusão do que a estratégia.
Agora, eis que a própria equipa ministerial um verdadeiro grupo de meninos de infantário vem a público admitir erros no Orçamento e acena com financiamento externo como tábua de salvação. Afinal, onde está o rigor? Onde está a competência?
O país não pode ser governado ao sabor de emoções, improvisos e contradições. As finanças públicas não são um recreio. Angola precisa de seriedade, responsabilidade e liderança não de encenações dignas de um infantário.
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