Num país com 50 anos de independência e 24 anos de uma paz ainda marcada por fragilidades, continua a prevalecer um comportamento que muitos associam a regimes autoritários: competitivo, clientelar e hostil ao contraditório. Em vez de proteger direitos e garantir a aplicação da lei, assiste-se à tentativa de silenciar quem demonstra capacidade analítica e espírito crítico.
Na província de Malange, a Administração Municipal da Marimba está a perseguir um jovem professor pelo simples facto de este se ter juntado ao Partido Liberal. A motivação, segundo a denúncia, não está ligada a qualquer irregularidade profissional, mas à sua opção política — um elemento que deveria ser garantido pela liberdade de associação.
Trata-se de uma prática inaceitável, que atenta contra princípios fundamentais do Estado de Direito, fere a liberdade de associação e atinge diretamente a dignidade da pessoa humana.
Perseguir cidadãos por posicionamento político coloca em risco a confiança nas instituições e sinaliza uma preocupante inversão de valores: a escola e o serviço público não podem tornar-se instrumentos de intimidação ou punição partidária.
Diante destes factos, a comunidade exige esclarecimentos, respeito pelos direitos e medidas urgentes para cessar qualquer perseguição. Afinal, a paz não se mede apenas por ausência de conflito — mede-se também pela presença de justiça e respeito às liberdades.
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