BNA revela desigualdade salarial gritante entre liderança e base



O Banco Nacional de Angola (BNA) pagou em 2025 remunerações médias de 227,2 milhões de kwanzas — cerca de 245,9 mil dólares — a cada membro do seu núcleo de liderança, sendo o governador o elemento mais bem pago. Um valor que contrasta de forma expressiva com os 43,9 milhões de kwanzas recebidos em média por cada um dos 1.493 funcionários da instituição — uma diferença de quase 18 vezes entre o topo e a base da pirâmide salarial.

 

Os dados constam do relatório de 2025 do banco central angolano e foram apurados pelo Polígrafo África. No total, o BNA desembolsou 65,6 mil milhões de kwanzas — equivalentes a 71 milhões de dólares — em remunerações para os seus trabalhadores, um aumento face aos 58 mil milhões de kwanzas registados em 2024.

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O quadro de pessoal do banco central divide-se em quatro categorias: Comité de Remunerações (3 elementos), Direcção (77), Chefia Intermédia (253) e Técnicos (1.160). É neste universo de 1.493 colaboradores que a média salarial de 43,9 milhões de kwanzas anuais se distribui de forma desigual, consoante a categoria profissional.

Paradoxalmente, o aumento da despesa com salários não foi acompanhado por um crescimento do número de trabalhadores. Pelo contrário: o efectivo do BNA diminuiu 4,2% ao longo do ano, passando de 1.570 para 1.504 colaboradores, com 66 saídas registadas durante o período.


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