Famílias denunciam alegada protecção aberta de suspeitos de abuso sexual de menores na Huíla



Luanda - Famílias de vítimas de alegados abusos sexuais envolvendo membros de uma suposta seita religiosa na província da Huíla denunciaram, esta semana, uma presumível protecção institucional aos acusados, envolvendo efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC) e elementos ligados à Procuradoria-Geral da República (PGR).


Segundo relatos de encarregados de educação, pelo menos seis adolescentes terão sido vítimas de abuso sexual praticado por responsáveis da referida organização religiosa. 


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Os denunciantes afirmam que um dos principais suspeitos, identificado apenas como pastor Israel, continua sem ser apresentado publicamente pelas autoridades, apesar de alegadamente já ter sido detido pelo SIC.


As famílias consideram “estranha” a demora no esclarecimento do caso, comparando a situação com outros processos criminais que, segundo afirmam, tiveram divulgação pública imediata por parte das autoridades policiais.


Os denunciantes alegam ainda que o referido líder religioso continua associado a actividades de comunicação e influência pública, situação que tem gerado revolta entre pais e encarregados de educação das vítimas.


Entretanto, surgem também acusações de suposto encobrimento envolvendo um jornalista afecto à RNA Huíla, igualmente citado em denúncias relacionadas com alegados crimes sexuais contra menores. 


Contudo, até ao momento, não houve qualquer pronunciamento oficial das instituições visadas sobre as acusações.


Alguns familiares dizem já ter recorrido aos serviços da Acção Social, Família e Igualdade de Género, mas lamentam a ausência de resultados concretos nas investigações, situação que, segundo afirmam, tem agravado o estado emocional das vítimas e respectivos agregados familiares.


As denúncias surgem numa altura em que a Primeira-Dama da República de Angola, Ana Dias Lourenço, tem reiterado publicamente a necessidade de combate rigoroso aos crimes de violência sexual contra menores e de maior protecção às crianças.


Organizações sociais e membros da sociedade civil na província defendem maior transparência no tratamento do caso e apelam às autoridades judiciais para o rápido esclarecimento dos factos, responsabilização dos envolvidos e reposição da confiança pública nas instituições de justiça.


Até ao fecho desta matéria, o SIC e a PGR na província da Huíla não tinham reagido oficialmente às acusações.

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