O novo Procurador-Geral da República de Angola, Pedro Mendes de Carvalho, iniciou uma remodelação interna na Procuradoria-Geral da República (PGR), afastando quadros do Ministério Público identificados como próximos do seu antecessor, Hélder Fernando Pitta Gróz, numa movimentação que - segundo fontes do Club-K - já está a alimentar interpretações sobre uma eventual ruptura entre ambos.
Pedro Mendes de Carvalho, que tomou posse a 20 de Março de 2026, era até há poucos meses apontado como um magistrado próximo de Pitta Gróz, tendo inclusive beneficiado do apoio do antigo Procurador-Geral no processo que culminou com a sua ascensão ao cargo. Nos meios judiciais, prevalecia a percepção de que Hélder Pitta Gróz procurava manter influência na PGR através da escolha do seu sucessor.
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Entretanto, pouco mais de um mês após assumir funções, Pedro Mendes de Carvalho começou a substituir figuras associadas à anterior direcção, promovendo quadros considerados da sua confiança para posições estratégicas na instituição.
Em finais de Abril, o novo PGR nomeou Oswaldo Chissoca para o cargo de Director da Direcção Nacional de Gestão do Orçamento (DNAGO) e Flaviano Francisco como Director Nacional de Recursos Humanos.
Já no passado dia 5 de Maio, conferiu posse a Vanusa Carina dos Reis Ambriz como Assessora do Procurador-Geral da República, Manuel Manico de Linda e Festo para o cargo de Secretário Executivo do Conselho Superior da Magistratura do Ministério Público (CSMMP) e Gabriel Figueiredo Satumbo para Director Nacional de Organização, Planeamento e Estatística.
Na fundamentação oficial das mudanças, Pedro Mendes de Carvalho afirmou que as nomeações fazem parte de uma estratégia de “dinamização e fortalecimento da capacidade organizacional” da PGR, sustentando que não se tratam de “meros actos administrativos”, mas sim de uma aposta na renovação da liderança intermédia do Ministério Público.
Segundo o magistrado, o objectivo passa pela construção de “um Ministério Público mais eficiente, mais coeso e mais comprometido com a defesa da legalidade e realização da Justiça”.
Durante os actos de posse, o Procurador-Geral da República apelou ainda aos novos dirigentes para actuarem com “rigor, lealdade institucional, integridade e transparência” na gestão dos recursos públicos, exortando-os a “servirem com honra, actuarem com coragem e decidirem com Justiça”.
Club-K
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