Polícia dispara contra adolescente de 15 anos



Um adolescente de 15 anos de idade corre o risco de ficar paraplégico depois de ter sido baleado por um agente da Polícia Nacional, no bairro Jardim do Éden, município de Belas, em Luanda. O efectivo envolvido no caso, identificado como Emanuel Loy, afecto à esquadra do bairro Chimbicato, no município de Belas, chegou a ser detido, mas acabou posteriormente colocado em liberdade por decisão de um juiz de garantias, facto que está a gerar forte indignação junto da família da vítima e moradores da zona.


O caso aconteceu no passado dia 20 de Abril. Segundo apurou o Club-K, o menor Elisário Nogueira, nascido a 27 de Abril de 2011, encontrava-se a lavar a viatura do pai quando decidiu conduzir o automóvel até uma padaria próxima do condomínio onde reside, apesar de não possuir carta de condução.

 


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Durante o trajecto, o adolescente cruzou-se com o agente Emanuel Loy, pertencente à esquadra do Chimbicato, que se encontrava numa motorizada descaracterizada. Fontes locais acusam o efectivo de, na altura dos factos, estar alegadamente envolvido em práticas de extorsão contra automobilistas.

 

Ao aperceber-se de que o menor conduzia a viatura, o agente ordenou-lhe que parasse. O adolescente, assustado, não obedeceu à ordem e continuou a marcha em direcção ao condomínio. Em resposta, o polícia terá efectuado quatro disparos contra o veículo, tendo um dos tiros atingido o menor na região das costelas.

 

Mesmo ferido, Elisário ainda conseguiu acelerar até ao condomínio na tentativa de alcançar um segundo portão de acesso e regressar à residência familiar. Já dentro da viatura, começou a perder muito sangue.

 

Segundo fontes do Club-K, o agente aproximou-se do adolescente baleado, mas em vez de prestar assistência imediata, terá pegado no telefone celular para filmar a vítima, obrigando-a a declarar que havia sido atingida por “marginais”.

 

O menor foi posteriormente encaminhado ao Hospital Materno-Infantil Manuel Pedro Azancot de Menezes, onde continua sob observação médica. Os médicos informaram à família que a bala permanece alojada numa zona extremamente sensível, próxima de vários nervos, razão pela qual uma cirurgia poderá provocar paralisia permanente.

 

Perante a gravidade do caso, o Comando Municipal da Polícia Nacional de Belas, dirigido pelo comandante Alexandre Mingas, acabou por localizar e deter o agente Emanuel Loy. O Ministério Público ordenou a sua detenção sob suspeita de tentativa de homicídio involuntário.

 

No entanto, dias depois, o agente foi apresentado a um juiz de garantias que determinou a sua libertação, alegadamente por considerar que o efectivo actuava no exercício das suas funções. A decisão provocou revolta entre familiares da vítima e activistas locais, que acusam a justiça de proteger agentes envolvidos em actos de violência policial.

 

Entretanto, o pai do adolescente publicou um vídeo nas redes sociais dirigido ao Ministério do Interior, pedindo justiça e responsabilização criminal do agente. No apelo, denuncia que o filho continua em risco devido à impossibilidade de remoção da bala e critica duramente a decisão judicial que permitiu a soltura do polícia acusado do disparo.


Club-K


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