Avó Sessá era, até 2006, a mulher mais velha do Bairro Operário. Tinha 110 anos. Uma vasta prole. As suas netas eram as mais bonitas da zona.
Dizia que moço sem relógio de pulso e sem trabalho não merecia a atenção nem o amor das suas netas. Para ela, os requisitos para as múltiplas candidaturas ao coração delas eram simples: Ter trabalho e usar relógio. Quem trabalhasse podia desposar as suas netas e sustentá-las. O relógio era sinónimo de responsabilidade. Avó Sessa usava um adjectivo para qualificar e definir esse tipo de rapazolas: Rosqueiro!
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Job Capapinha é um político do nível do activista Tanaice Neutro. É conhecido de ginjeira no Kilamba Kiaxi. No Bairro Popular, só o compra quem não o conhece. É produto da JMPLA e da Associação dos Alunos do Ensino Médio (AAEM). Deve ao MPLA tudo o que é e tem. O seu trabalho no partido era obscuro. Movimento Espontâneo. Acções de intimidação. Operações na sombra. Foi assim durante anos. Marcolino Moco que o diga. Depois, José Eduardo dos Santos fez dele governador de Luanda e ministro da Juventude e Desportos. Clientelismo político.
Há um detalhe revelador. Quando deixou a casa protocolar do Governo Provincial de Luanda, levou quase tudo. Até talheres e cortinas. Mais tarde, já governador do Cuanza-Sul, teve o desplante de afirmar publicamente que nunca trabalhou na vida. Dizia-o com orgulho. Sempre viveu ao reboque do partido. Sempre na condição de activista político. Se a Avó Sessá fosse viva e o conhecesse, não sei o que diria dele.
João Lourenço escolheu Job Capapinha para coordenar a Subcomissão de Candidaturas do IX Congresso do MPLA. Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és. Trabalhamos com quem nos identificamos. E assim mesmo. “Estamos Sempre a subir / Estamos Sempre a Subir/ Cazukuta dança”. O presidente cessante do MPLA identifica-se com quem nunca trabalhou e sempre viveu do clientelismo político. Degradação da política.
Job Capapinha coordena a Subcomissão de Candidaturas do IX Congresso do MPLA. A confiança na imparcialidade do processo fica comprometida. A suspeita adensou-se depois de uma resposta recente ao jornalista José Gama. Capapinha escreveu: “Digam ao José Gama para se ater e estudar o tema da BICEFALIA, segundo o Cda Ju Martins! Outrossim, exibir uma t-shirt com a imagem do Presidente da República é diferente de exibir uma t-shirt com a imagem do Presidente do MPLA, em missão da AMANGOLA! OS MEMBROS DA AMANGOLA VÃO CONTINUAR A EXIBIR T-SHIRTS COM A IMAGEM DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA!”
Que cada um tire as suas conclusões. Eu já tirei a minha: Com Job Capapinha na coordenação da Subcomissão de Candidaturas do IX Congresso do MPLA, a vitória de João Lourenço parece mais do que provável.
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