Bairro Kikolo, Rua WADADAME. Estamos em 2026 e, segundo os moradores, a única evidência da prometida intervenção pública é uma placa colocada no local.
De acordo com a informação inscrita no painel, a obra teria início em 29/04/2026, com custo de 90.872.000,00 kwanzas, prazo de 6 meses, apontando como data de término 29/10/2026. O documento ainda indica a empresa executante LINTEL.
Entretanto, para a população local, a realidade é outra: não há postes, não há cabos e não se observa movimentação de trabalhadores. “Perguntamos: onde estão os postes? Onde estão os cabos? Onde estão os trabalhadores?”, questionam os residentes, frisando que, até agora, o que viram foi apenas a lona fixada no poste.
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A indignação dos moradores é particularmente dirigida ao valor atribuído à obra. Para os cidadãos, 90 milhões de kwanzas não devem servir apenas para a instalação de um painel informativo, mas sim para iluminar as ruas, proteger crianças e devolver dignidade ao bairro.
De forma contundente, os residentes afirmam que a escuridão permanece e que a insegurança continua a afetar o quotidiano do Kikolo.
Diante das alegações, os moradores apelam a uma explicação pública por parte da Administração Municipal de Cacuaco, com respostas concretas para perguntas que consideram essenciais:
- A obra realmente começou?
- Onde está o relatório de execução?
- Quem fiscaliza a LINTEL?
Segundo a comunidade, o questionamento não visa “denunciar por denunciar”, mas sim obter clareza e garantir que o dinheiro do povo se traduza em resultados visíveis.
“O povo do Kikolo não é cego. E também não quer viver no escuro”, concluem os residentes, reiterando que uma placa não resolve o problema da iluminação pública.
Até ao momento, os moradores dizem que a intervenção permanece limitada ao painel — sem postes, sem trabalhadores e sem progresso no terreno.
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