Duas fábricas "engolidas" pelo lobby da importação de massa de tomate

 


Fornecedores começam a entregar o tomate em menos de dois meses, contudo há um dilema apontado como adverso ao discurso de incentivo à produção nacional: massa de tomate não faz parte dos cinco bens cuja importação obedece à aquisição de, pelo menos, 20% no mercado interno, como decreta o Executivo.

 

Prestes a receber o tomate dos primeiros 27 produtores financiados pelo Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA), o Grupo Adérito Areias sente que a falta de mercado para a massa de tomate da sua fábrica no município do Dombe Grande, em Benguela, está associada ao lobby da importação.

 


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É certo que os principais fornecedores da Matéria-prima são os agricultores já mencionados e outros 61 à espera do crédito, mas os primeiros sinais, com recurso a uma aquisição fora da província, levam o conglomerado do empresário Adérito Areias a antever uma unidade "engolida" por interesses à volta das importações.

 

Inaugurada a 2 de Fevereiro, a fábrica sob gestão da Dombe, uma das subsidiárias do GAA, tem em stock o produto acabado e 40 toneladas de tomate em câmaras frigoríficas por falta de solicitações.


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