O ex-oficial superior das Forças Armadas Angolanas (FAA), George Isaac Pessela, julgado e condenado à pena de quatro anos de prisão no “Caso Lussaty”, continua a exibir o passe da Casa Militar do Presidente da República, armas de fogo na província do Icolo e Bengo.
George Isaac Pesela está a ser igualmente acusado de manter o controlo e gestão de mais de dez efectivos das FAA na Centralidade do Sequele, para a protecção dos seus interesses no Município do Sequele.
George Isaac Pessela, que exerceu as funções de comandante da Unidade Especial de Desminagem da Casa Militar do Presidente da República, foi uma das figuras centrais no processo de desvio de fundos públicos que ficou conhecido como “Caso Lussati”.
De acordo com as folhas 2364 a 2366 do processo n.º 230/22-A, o antigo comandante utilizou o cargo para inserir diversos familiares e pessoas com "laços afectivos" na folha de salários da instituição a partir de Outubro de 2018. A excepção fixa-se em Celma Muandumba, cujos vencimentos retrocediam a 2010.
O despacho judicial detalha que os envolvidos auferiam remunerações que variavam entre os 123 mil e os 223 mil kwanzas, “apesar de nunca terem participado em um concurso para acesso aos quadros da CSPR (Casa de Segurança do Presidente da República), não são nem nunca foram militares”.
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Entretanto, o oficial é conhecido na administração Municipal do Sequele como estando no activo e que controla uma unidade de desminagem localizada na província do Bengo: “ate porque os seus bens são todos controlados por elementos das FAA ainda fardados” conta um funcionário da administração dirigida Adão Pacheco Valentim.
Fontes da Casa Militar, dominam o caso mas não desmantelaram o controlo destes efectivos das Forças Angolanas controlados por um antigo oficial das FAA, julgado e condenado por ter protecção junto do Ministério da Defesa: “esta unidade foi entregue a dois anos ao Ministério da Defesa, então só mesmo o Ministério pode se pronunciar sobre o caso”, disse outro oficial da Casa Militar.
De recordar que, na sequência do julgamento, o tribunal considerou George Isaac Pessela culpado de múltiplos ilícitos penais, tendo sido condenado pelos crimes de associação criminosa, recebimento indevido de vantagem, peculato, abuso de poder e branqueamento de capitais — este último previsto na Lei n.º 5/20, de 27 de Janeiro, de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais e Financiamento ao Terrorismo.
A denúncia aponta que, mesmo após a condenação a pena de cinco de prisão efectiva, o ex-oficial não cumpriu a sentença, devido ao recurso interposto pela defesa. Depois de ter pago, o Tribunal da Relação baixou a pena para três anos.
Desde então, George Isaac Pessela continua em liberdade e mantém a coordenação bem como a direcção de um contingente de homens armados das Forças Armadas Angolanas (FAA) destacados em zonas urbanas na periferia da capital angolana.
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