Isaías Kalunga e Sebastião Jaca Maurício são alvos de múltiplos processos crime que abrangem acusações de assédio sexual e corrupção. Segundo denúncias recentes, as investigações encontram-se paralisadas devido à inércia das autoridades competentes.
Relatos indicam, inclusive, que Kalunga visita frequentemente a Direção Geral do Serviço de Investigação Criminal (SIC) numa alegada tentativa de interferir no andamento dos casos e abafar os procedimentos. Entre as investigações em curso, destaca-se o processo n.º 3370/2023-C, que apura a prática de assédio sexual por parte de Isaías Kalunga contra a vice-presidente do CNJ, Liudmila Jureuma Fortunato Domingos Sambo. O seu assessor, Wilber Cassule, frequentemente apontado como um dos principais mentores do clima de instabilidade na organização, é também denunciado por alegada tentativa de assédio contra a vice-presidente do CNJ, e ameaça de morte contra um jornalista.
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Apesar das provas apresentadas, as queixas não registam avanços significativos. Adicionalmente, pesam sobre os acusados denúncias de gestão danosa do orçamento do CNJ, venda ilegal de apartamentos na Centralidade Vida Pacífica e desvio de finalidade de residências sociais na Urbanização Mayé Mayé. Estas habitações terão sido transformadas em estabelecimentos comerciais privados, deixando dezenas de jovens e famílias vulneráveis sem teto.
Registam-se ainda relactos de abuso de poder, ameaças de morte, calúnia e difamação contra outros líderes da instituição. Diante deste cenário, a sociedade civil questiona se a justiça em Angola está a operar de forma selectiva. Subsiste a dúvida se o Ministro do Interior, o Chefe do SINSE, o Director Geral do SIC e as organizações de defesa dos direitos das mulheres pretendem intervir proactivamente ou se aguardam por uma orientação directa do Presidente da República.
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