Pedro Neri, secretário-geral da Assembleia Nacional de Angola, foi exonerado pelo presidente do parlamento, Adão de Almeida, na sexta-feira, 12 de junho. A decisão ocorre num contexto de crescente contestação pública e de denúncias que apontam para supostas práticas ilegais e desvio de recursos ligados ao funcionamento da instituição.
De acordo com alegações que circulam no âmbito do parlamento, Neri é suspeito de se enriquecer por meio de “negócios escusos” envolvendo estruturas e contratos da Assembleia Nacional. As acusações têm levantado dúvidas sobre a integridade do dirigente e sobre a forma como recursos públicos teriam sido administrados.
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Em uma reportagem do Jornal de Angola (2023), Pedro Neri afirmou que os estúdios da TV e rádio do parlamento estavam “completamente equipados e prontos para operação” naquele ano parlamentar. No entanto, um ano depois, a narrativa teria mudado.
Segundo o que foi relatado no mesmo contexto de denúncia, Neri passou a sustentar que ainda faltavam equipamentos para que os meios de comunicação funcionassem plenamente. Para críticos da gestão, essa divergência reforça a necessidade de esclarecer o que ocorreu durante o período em que as promessas teriam sido feitas e os equipamentos anunciados.
As denúncias também apontam que, apenas em 2026, após sucessivas acusações e num período atribuído ao consulado de Adão de Almeida, é que a televisão do parlamento teria finalmente entrado em funcionamento. Para observadores, o atraso — somado às contradições anteriores — transforma o tema em um dos principais eixos do caso, exigindo explicações detalhadas.
Pedro Neri é descrito, em relatos e acusações recorrentes, como uma das figuras mais associadas a esquemas na Assembleia Nacional. Em meio às alegações, ele é citado como “testa de ferro” de Fernando da Piedade, com acusações de que teria influenciado decisões e movimentações financeiras em diferentes áreas do parlamento.
Fontes internas, segundo as quais uma delas teria pedido anonimato por medo de represálias, sustentam que as operações atribuídas a Neri envolveriam desde aquisição de veículos até contratos com empresas de limpeza, manutenção e outros serviços. Conforme essas mesmas alegações, as transações estariam sob influência direta do secretário-geral.
Em reação às acusações, uma fonte próxima ao processo teria desabafado: “Não pode ser. Devemos colocar um travão nisso. Essa gente está enganando o Presidente, e a corrupção não tem fim.”
Com a exoneração, cresce a expectativa de que as autoridades realizem investigações para apurar responsabilidades, verificar a execução orçamental e esclarecer eventuais irregularidades nos contratos e processos de aquisição. A questão central, apontada por críticos, é assegurar que os recursos públicos sejam geridos com transparência, coerência e prestação de contas.
Para a sociedade, a exoneração de Pedro Neri é vista como um possível passo inicial — mas a conclusão do caso dependerá de respostas concretas, documentos e apuração independente. A esperança, segundo o clamor público, é que a justiça prevaleça e que práticas corruptas sejam efetivamente interrompidas.
Fonte: Secreto News
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