Com foco na continuidade da maquiagem à imagem suja de casa, os auxiliares do nosso Executivo cumprem, de forma alternada, uma agenda exaustiva a que chamam "diplomacia", mas que assenta na mentira e no descaramento.
Lá fora, dizem em alto e bom som que o país está focado na soberania sanitária e assumem o compromisso político de acelerar a Cobertura Universal de Saúde.
Enquanto isso, por cá, mantém-se a asfixia de uma "saúde doente" que, nem com a cobrança de 30% pelos serviços médicos, conseguiria evitar que "batamos as botas" por doenças provocadas pela "porquice" ou, se preferirmos, pela falta de saneamento, para não ferir a sensibilidade de vossas excelências.
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Fora de portas, mandaram bocas de que captariam Investimento Direto Estrangeiro para ressuscitar uma economia estagnada e dependente do crude.
No entanto, no terreno, as "AGTs e companhias", com as suas políticas frustradas, continuam a destilar incompetência e a esganar o pescoço a qualquer um que tenha a intenção de investir, garantindo a permanência dos de casa no topo do ranking dos mais "farinhentos" do mundo.
Se ao menos substituíssem a empolgação de ver brancos, palcos e microfones "naseuropas" por mais foco e dedicação, certamente não teríamos um Governo especialista em "lutar contra moinhos de vento".
Lá fora, a simulação, a enganação, a falsificação e a ilusão do país apresentado pelos nossos emissários chegam a desafiar as leis do universo e a confundir a inteligência dos que ficaram.
Nós, que acompanhamos os discursos por cá, só nos perguntamos: mas a qual Angola o digníssimo se refere?
Ora vejamos: o discurso "bilingue" propalado nas Américas de que a CIVICOP constitui uma referência de reconciliação nacional remete-nos, talvez, aos "maninhos e camaradas" que por cá estão prestes a andar aos beijinhos, de tanto amor que transbordam.
O exemplo do país no processo de reconciliação nacional, no qual o representante de Angola nas Nações Unidas prefere acreditar, é tão expressivo que, para endossar a união, um dos proponentes deu "lengueno" e cessou o seu vínculo de forma definitiva com a organização que tinha a missão considerada mais importante de todos os tempos: unir o país.
De união à separação, os nossos "trungungueiros" não aprontam apenas com os ingleses, americanos e com o resto do mundo.
Aqui mesmo, o governante que gere o ministério considerado o mais incompetente dos últimos tempos parece ter-se cansado de simular trabalho dentro do gabinete.
Ou, quem sabe, tem apenas medo de ser uma das vítimas do desabamento das próprias instalações arruinadas, onde "pinga água, há bolor, o chão está desfeito e as paredes estão imundas".
Marcy Lopes acordou esta semana inspirado a partilhar algumas das suas ideias lunáticas e decidiu fazê-lo no CAFÉ CIPRA.
Desta vez, não emitiu um comunicado a condicionar o enterro de um cidadão à apresentação do BI, não sugeriu que os angolanos fossem ao estrangeiro mentir sobre as nossas reais condições, nem convidou os funcionários insatisfeitos com o salário a abandonarem o barco.
Lá, o génio prometeu chegar ao fundo dos Dembos, do Balombo, do Bocoio, do Chinguar, da Mavinga, do Longonjo e do Milunga para levar às casas das famílias, mediante o pagamento de uma taxa, um serviço que ele próprio tem dificuldades em fiscalizar.
Mas não custa nada relembrar o senhor Ministro de que o sistema informático dos postos de atendimento do Bilhete de Identidade está como o país: não funciona sequer com água benta.
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