O enriquecimento sem justa causa de “Dino” (Leopoldino Nascimento) era apenas de 200 milhões de euros?
Dizer que o enriquecimento do “Dino” seria “apenas” 200 milhões de euros é um argumento fraco. 200 milhões de euros para ele são, na prática, “peanuts” (bagos de ginguba).
Na verdade, ao analisarmos o conjunto de operações e participações relacionadas com o seu percurso, o valor recebido pode ser muito maior do que esse montante divulgado. E isso inclui, por exemplo:
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- Dividendos e o valor correspondente a 10% das ações com as quais ficou na Trafigura, além do valor obtido com a venda da Trafigura;
- Venda de 3% da Pumangol ao Estado, que teria sido oferecida a ele;
- O valor relativo à venda de ações que detinha no BAI;
- A soma de dividendos provenientes dessas participações;
- E ainda a parte do valor que recebeu pela “devolução” ao Estado do projeto Baía de Luanda.
Em resumo: somando todos esses elementos — e ainda outros que possam existir —, fica difícil sustentar a ideia de que tudo se resume a “200 milhões de euros”.
Parem de nos atirar areia para os olhos.
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