Cinco anos após o caso ter vindo a público, a Procuradoria-Geral da República (PGR) mantém-se em silêncio sobre o empresário Júnior Mawete, apontado como mentor e beneficiário de atos de violência contra um jornalista.
De acordo com informações divulgadas à época, Mawete terá estado envolvido no espancamento de um profissional da comunicação social. Passado o episódio, o alegado agressor teria fugido para Portugal, onde permaneceu, não tendo regressado até hoje a Angola.
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Além do caso de agressão, Mawete também é associado a alegadas burlas financeiras. Entre as acusações mais referidas pela imprensa angolana consta a burla de 500 mil dólares ao empresário irmão da Tchizé dos Santos. O mesmo também teria sido acusado de financiar a FLEC, segundo matérias publicadas por órgãos de comunicação nacionais.
Perante a ausência de decisões ou pronunciamentos oficiais por parte da PGR, a Associação de Jornalistas exige esclarecimentos urgentes sobre o processo, questionando o motivo da demora e o que justifica a alegada proteção conferida a um suspeito com denúncias públicas já antigas.
A Associação de Jornalistas pede que a PGR se pronuncie de forma clara, indicando o estado das averiguações e se o caso está a ser investigado, arquivado ou aguarda algum desfecho legal.
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