Inspecção aponta irregularidades na contratação pública do Fundo de Garantia de Crédito

 


Uma  inspeção realizada em Abril de zuzo pelo Serviço Nacional da Contratação Pública (SNCP) ao Fundo de Garantia de Crédito (FGC) terá identificado irregularidades na execução financeira e nos procedimentos de contratação pública da instituição, que foi classificada numa posição de risco alto à luz da legislação angolana.

Mas, segundo fontes do Imparcial Press, o caso terá sido abafado por «ordens superiores», alegadamente atribuídas a ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, por razões até agora desconhecidas.

Uma das hipóteses avançadas pelas fontes prende-se com a alegada relação pessoal entre a ministra e o presidente do Conselho de Administração do FGC, Luzayadio Simba, que é padrinho de casamento da governante.



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Entre as inconformidades apontadas constam pagamentos a fornecedores sem apresentação de facturas e, em alguns casos, com valores superiores aos previstos nos contratos, bem como a utilização do procedimento de concurso limitado por convite em montantes alegadamente acima dos limites legais.

A inspecção terá igualmente detectado a ausência de comprovativos de recepção de bens ou de prestação de serviços e pagamentos efectuados apenas com base em facturas proformas, entre outras situações.

De acordo com a informação, estas práticas são consideradas inconformidades graves e poderão dar lugar a responsabilidade administrativa e financeira, nas vertentes reintegratória ou sancionatória, por eventual violação dos princípios da legalidade e da transparência na gestão dos fundos públicos.


As alegações apontam ainda para problemas na gestão dos recursos humanos, com referências a alegadas práticas de assédio moral, tratamento desrespeitoso dos trabalhadores e retaliação contra colaboradores que manifestem opiniões ou críticas.

No mesmo relato, é atribuída a um dos administradores, Eduardo Katalahary

Mohamed, a expressão de que "as mulheres do FGC são umas grandes fofoqueiras" considerada pelos denunciantes uma manifestação de desrespeito para com as trabalhadoras da instituição.

A informação descreve um ambiente laboral marcado por níveis elevados de stress e desmotivação, alegando que a situação terá afectado o bem-estar psicológico de alguns funcionários.


Imparcial Press


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