QUE PAÍS É ESTE QUE LEGALIZA UMA FUNDAÇÃO DE UM TERRORISTA? MARIA LUÍSA ABRANTES



O governo legalizou a Fundação Jonas Malheiro Savimbi, apesar da resistência e revolta de alguns setores da sociedade. As razões prendem-se com crimes cometidos pelo próprio ou a seu mando. Mas será que a reconciliação passa também por essa cobertura e proteção, incluindo institucional?


Reconciliação Nacional não é nada disso. Será cívica e moralmente mais legítimo interditar quadros nacionais de aparecer na comunicação social oficial, ou de exercer determinadas funções, do que não permitir a criação de uma Fundação com o nome de um assassino psicopata, mesmo fora do contexto de guerra, como Jonas Malheiro Savimbi?




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Será que mesmo nas diferentes culturas e tradições de Angola, é normal enterrar uma esposa viva? Será normal atirar mulheres e crianças numa fogueira, ficar a presenciar e obrigar os seus correligionários a presenciarem e ficar impávido e sereno, como fez o assassino sem escrúpulos, Jonas Malheiro Savimbi? Isso em nada tem a ver com guerra justa ou injusta, que nunca deveria ter acontecido colocando irmãos contra irmãos, por sede de poder a qualquer preço.


Será suficiente a desculpa de que Agostinho Neto também permitiu, num contexto de tentativa de golpe de Estado, julgamentos sumários, sem direito a defesa dos arguidos, que foram presos e fuzilados?


Um erro não deve levar a outro erro maior. Se o Presidente Agostinho, por receio de perder o poder, com o beneplácito dos torturadores da DISA e a conivência dos cobardes do BP do seu então movimento, preferiu nomear até iletrados para nos governar e representar no exterior, então retirem a sua estátua dos locais públicos.


Mas, chegar ao ponto de aventar-se a possibilidade de se atribuir dinheiro dos contribuintes para sustentáculo de fundações com estatuto de utilidade pública de serventia pouco transparente, para perpetuar o nome de pessoas de triste memória para os angolanos? Isso já é ir longe demais.


Que me perdoem os meus concidadãos, mas eu não posso acreditar que sede de poder e o medo de "perder o pão", ou de ir preso por dizer ou escrever a verdade (liberdade de expressão), possam estar a transformar os angolanos que viveram a guerra, em "baratas", que se deixam esmagar sem gritar.


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