Um grupo de funcionários da Sociedade Mineira de Catoca apresentou, recentemente, sérias acusações contra o PCA Benedito Paulo Manuel, alegando má gestão e práticas que comprometem a valorização dos trabalhadores nacionais em favor de funcionários estrangeiros. As denúncias refletem um clima de crescente insatisfação entre os colaboradores, que se sentem marginalizados e desrespeitados.
Os funcionários afirmam que Benedito Manuel está em desacordo com a visão do presidente do país, direcionando os fundos da empresa de maneira incerta. Para tentar melhorar sua imagem pública, ele estaria investindo recursos em prêmios internacionais e contratando influenciadores e sites para promover uma versão idealizada da Catoca, que, segundo os relatos, só existe no papel.
Enquanto isso, a empresa gastou milhões de kwanzas em prêmios para a seleção de basquete, enquanto os seus trabalhadores enfrentam dificuldades financeiras e condições precárias de trabalho. Essa discrepância nas prioridades gerou indignação entre os funcionários, que prometem organizar manifestações se não houver um reajuste salarial e melhorias nas condições laborais.
Além dessas questões, a insatisfação é ampliada por denúncias de ex-trabalhadores da mina, que representam um total de 143 pessoas, muitas das quais já faleceram devido a doenças crônicas adquiridas durante o trabalho. Esses ex-empregados acusam a empresa de descartar suas responsabilidades sociais e alegam ter sido forçados a trabalhar em condições insalubres, sem a assistência médica adequada.
Em uma carta a que o Repórter Angola teve acesso, os ex-trabalhadores relatam:
> “Demos a nossa juventude e saúde por mais de 16 anos nas minas de Catoca. A empresa forçou-nos a um estado de convalescência para, posteriormente, nos dispensar com uma indenização irrisória."
Eles exigem um reconhecimento e uma indenização justa por suas condições de trabalho, além de cuidados para suas famílias, que muitas vezes ficaram desamparadas após as mortes de seus colegas.
Os trabalhadores ainda mencionam que, apesar de terem recorrido à Justiça, muitos processos estão estagnados, e a falta de apoio legal tem dificultado suas reivindicações, tornando o caminho para a justiça um verdadeiro fiasco.
As denúncias e a insatisfação crescente entre os funcionários e ex-trabalhadores da Catoca expõem uma realidade preocupante sobre a gestão da empresa e levantam sérias questões sobre a responsabilidade social e o tratamento aos trabalhadores que dedicaram suas vidas a essa mina.
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Fonte: Maka Mavulo News
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