Depois da Brussels Airlines ter anunciado a saída de Angola em março de 2025, é agora a vez da Turkish Airlines suspender os voos entre Istambul e Luanda, de 3 de maio a 25 de novembro de 2026. A companhia turca justifica a decisão com o aumento significativo dos custos de combustível associado à instabilidade geopolítica no Médio Oriente.
A Autoridade Nacional de Aviação Civil reagiu em comunicado, garantindo que as relações com a Turkish Airlines decorrem “num quadro de elevada cooperação institucional”.
A nota faz referência a “processos em curso relacionados com a regularização e repatriamento de receitas” — uma alusão directa às dificuldades que as companhias estrangeiras enfrentam para retirar os seus lucros do país em moeda conversível, um problema que Luanda ainda não resolveu.
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O quadro geral é preocupante. A Emirates retomou apenas três frequências semanais para o Dubai, quando antes operava cinco. A Etihad anunciou expansão para seis novos destinos africanos em 2026 e 2027 — e Luanda não consta da lista.
A South African Airways recuperou toda a sua rede na África Austral, voltando a voar para todos os destinos históricos, com uma única excepção: a capital angolana.
O padrão é difícil de ignorar. As grandes companhias internacionais estão a virar as costas a Luanda, e o mercado está a enviar uma mensagem clara. A questão que fica no ar é quando é que Angola vai responder.
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