Uma denúncia recebida pela nossa redação afirma que Isaías Kalunga, presidente do CNJ com mandato vencido, estaria usando recursos do CNJ em benefício de sua própria empresa. O documento agora em análise levanta a hipótese de que verbas destinadas a atividades institucionais teriam sido desviadas para interesses privados.
De acordo com as alegações, haveria ainda um esquema de promessas envolvendo créditos do Banco BAI, que teria mobilizado jovens, mas que, segundo as fontes consultadas, não resultou em pagamentos ou concessões para parte dos interessados.
Outro ponto citado na denúncia refere-se ao funcionamento do CNJ a nível provincial. Segundo as informações apresentadas, dos 18 secretários provinciais, a única oportunidade “com algum resultado” teria beneficiado Alberto Baduna, secretário de Luanda, por ser referido como “filho de Kalunga”. Já os demais secretários, conforme a denúncia, dependeriam do apoio dos seus governos provinciais para conseguirem meios e condições.
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A redação também questiona a origem de terras e registos. Conforme as alegações, as terras atribuídas ao responsável pelo CNJ teriam sido colocadas no seu nome, enquanto valores associados a iniciativas como o Programa Agrícola e o FADA teriam sido utilizados, segundo a denúncia, na empresa do próprio Isaías Kalunga.
A denúncia ainda levanta perguntas sobre quanto o CNJ recebeu em 2022, e sobre as atuações de Kalunga e seu vice no contexto das eleições. De acordo com o que é defendido pelas fontes, seriam necessárias respostas claras sobre despesas, resultados e compromissos assumidos durante esse período.
Segundo a denúncia, existem comprovativos que poderão sustentar as acusações, incluindo registos relacionados a vendas de casas e conversas com jovens, além de indicações de preços e valores.
As alegações também comparam o desempenho entre presidente e vice. Enquanto a denúncia sustenta que Kalunga “não fez nada", afirma que o vice teria realizado algumas iniciativas, como a criação de estruturas descritas como creche e farmácia, bem como a abertura de empresas de segurança. Ainda assim, o texto ressalta que, antes de qualquer acusação pública, é essencial esclarecer factos e confirmar responsabilidades com base em evidências.
Conforme a redação foi informada, a IGAE deverá avançar com averiguações. Enquanto isso, a instituição e os visados devem ser chamados a explicar os pontos levantados, sobretudo no que diz respeito a uso de verbas, benefícios particulares, registos de terras e, transparência na atuação institucional.
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