O general na reforma Francisco Pereira Furtado prestou homenagem ao antigo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, João Batista de Matos, por ocasião da passagem do 72.º aniversário do seu nascimento, assinalado a 30 de maio.
Nascido em Carmona, atual município do Uíge, a 30 de maio de 1954, João Batista de Matos faleceu a 4 de novembro de 2017, em Madrid, Espanha, vítima de doença. Na homenagem divulgada esta semana, Francisco Pereira Furtado descreve o antigo chefe militar como uma figura marcante das Forças Armadas Angolanas (FAA), destacando o seu espírito de missão, liderança e dedicação à defesa da independência, soberania e integridade territorial de Angola.
Segundo o general reformado, João Batista de Matos distinguiu-se pela sua visão estratégica e pela capacidade de interpretar os desafios geopolíticos enfrentados por Angola, pela região austral africana e pelo mundo, promovendo uma liderança militar orientada não apenas para a condução da guerra, mas também para os processos de pacificação, reconciliação e reconstrução nacional.
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Francisco Pereira Furtado sublinha igualmente a preocupação do antigo comandante com o futuro dos ex-militares no período pós-conflito, referindo que João Batista de Matos defendeu a criação de um quarto ramo das FAA, destinado a apoiar a reintegração dos antigos combatentes na vida civil, no contexto dos acordos de paz alcançados no país.
A homenagem destaca ainda o papel desempenhado por João Batista de Matos na reorganização e modernização das FAA, incluindo a remobilização de quadros militares, a incorporação de novos efetivos e a integração de oficiais provenientes das extintas Forças Armadas de Libertação de Angola (FALA), braço militar da UNITA.
De acordo com Francisco Pereira Furtado, estas medidas contribuíram para o desenvolvimento de uma nova visão estratégica militar, focada na recuperação de áreas sob disputa, na proteção dos centros económico-estratégicos do país, na defesa dos órgãos de soberania e no restabelecimento da administração do Estado em todo o território nacional.
O general reformado considera que a liderança de João Batista de Matos foi determinante durante um dos períodos mais difíceis da história recente de Angola, afirmando que as decisões tomadas pelo antigo chefe militar contribuíram para a reversão de situações adversas no terreno e para a consolidação das condições que culminaram no alcance da paz definitiva.
Na sua mensagem, Francisco Pereira Furtado conclui que o legado de João Batista de Matos permanece associado à defesa da unidade nacional, da soberania do Estado angolano e ao processo de reconciliação entre os angolanos.
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