Especialistas alertam para impacto da bajulação e da fofoca no ambiente laboral- José Filipe



Especialistas de diferentes áreas do saber manifestaram, sábado, preocupação com o crescimento da bajulação e da propagação de fofocas nas instituições públicas e privadas, considerando que estes comportamentos têm comprometido o ambiente laboral, a produtividade e o desenvolvimento das organizações.


As preocupações foram apresentadas durante o debate radiofónico do programa "Jornalismo em Acção", emitido pela Rádio Huíla, no qual os convidados analisaram as causas, as consequências e as possíveis soluções para um fenómeno que, segundo defenderam, tem contribuído para o aumento de conflitos entre colegas de trabalho e superiores hierárquicos.


Na ocasião, o jurista Francisco Nduli condenou a postura de funcionários que recorrem à difamação e à desvalorização de colegas competentes como forma de obter benefícios ou ascensão profissional.

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Segundo o especialista, estas práticas atentam contra os princípios da ética profissional, fragilizam a confiança nas instituições e comprometem o reconhecimento do mérito, criando um ambiente de rivalidade e injustiça.


Por sua vez, o jornalista Anselmo Vieira considerou que a bajulação e a fofoca se transformaram num verdadeiro "cancro" das instituições, por favorecerem interesses individuais em detrimento da competência, da transparência e da boa governação.


Defendeu, por isso, o reforço de uma cultura organizacional baseada no mérito, na responsabilidade e na valorização do desempenho dos trabalhadores.


O professor João Francisco apontou o diálogo permanente entre subordinados e superiores hierárquicos como um dos principais instrumentos para prevenir desentendimentos e reduzir conflitos no local de trabalho.


Na sua óptica, relações profissionais assentes na comunicação, no respeito mútuo e na confiança contribuem para um ambiente laboral mais saudável e produtivo.


Já o sociólogo Gabriel Chipalanga enquadrou a bajulação e a fofoca como um problema social que ultrapassa o espaço das empresas, defendendo uma mudança de atitudes e de valores para promover relações laborais mais equilibradas e harmoniosas.


Sublinhou que o fortalecimento da ética, do respeito e da cooperação entre os trabalhadores constitui um factor determinante para o desenvolvimento das organizações.


Criado em 2023, o programa "Jornalismo em Acção" é dedicado à intervenção social e ao debate de temas de interesse público, reunindo especialistas de diversas áreas para a análise de questões que influenciam a sociedade.


O espaço é supervisionado por Augusto José, coordenado por João Baptista, realizado pelo jornalista José Filipe, assistência técnica de Stella Caiombo e apresentado por David Anjos.

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