É preocupante que, passados mais de quatro meses desde a aquisição de 46 viaturas Toyota e Changan, destinadas aos quadros de direção e chefia do Ministério da Indústria e Comércio, os veículos continuem por distribuir. Segundo as alegações, a demora ocorre sem uma justificação plausível, apesar de o propósito declarado ser dotar as equipas de meios de trabalho mais adequados.
A situação torna-se ainda mais grave com a informação de que o ministro, Rui Mingues, teria ficado com uma viatura V8 de última geração, enquanto as restantes permanecem estacionadas na Província de Icolo e Bengo. De acordo com o que se aponta, assim, os automóveis ficam privados da finalidade principal: melhorar as condições de trabalho e reforçar a capacidade operacional dos serviços.
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Perante estes factos, caso sejam confirmados, impõe-se um esclarecimento público — com detalhes sobre o processo de distribuição, as razões que explicam a retenção e o destino efetivo dos veículos. Do mesmo modo, é necessário assegurar a colocação imediata das viaturas ao serviço, em respeito pelos princípios da boa gestão dos recursos públicos e da transparência administrativa.
Mais do que uma questão operacional, trata-se de um tema de interesse coletivo e de responsabilidade institucional. Em qualquer circunstância, atrasos sem explicação, ou decisões percecionadas como seletivas, comprometem a confiança dos cidadãos e reforçam a necessidade de prestação de contas por parte do Ministério.
Júlio Pinto Vieira
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