A reativação ilegal da área de exploração diamantífera de Ngungu, no município do Luremo, província da Lunda Norte, está a levantar suspeitas de envolvimento de agentes do Ministério do Interior (MININT) e de uma alegada rede de traficantes estrangeiros. A informação consta de uma denúncia que aponta para a existência de um esquema organizado de exploração e escoamento de diamantes.
De acordo com a denúncia, cidadãos identificados como Mohamed Atien, Ali Ibn Ali, Foud Jaafar, Ali Diab, Ahmad Al Ahmad e Zicondo Victor estariam a integrar o alegado circuito de exploração e tráfico. O documento refere que estes indivíduos participariam na operacionalização da atividade ilícita na zona minerária.
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A denúncia também menciona a implicação de autoridades locais e elementos ligados a estruturas de segurança. Entre os nomes apresentados figuram José da Rosa Cita, apontado como comandante municipal do Luremo, Mateus José João, identificado como chefe do Serviço de Investigação Criminal (SIC), Zinodre Issasi, indicado como chefe do Serviço de Inteligência e Investigação do Interior e do Património (SMIIP), bem como Salvador, descrito como chefe do Estado-Maior da Subunidade da Polícia Fiscal (PF) da 6.ª Unidade.
Segundo o conteúdo da acusação, haveria grupos de garimpeiros a serem autorizados a operar mediante o pagamento de 500 dólares norte-americanos por grupo. A denúncia sugere que essa prática serviria como mecanismo de financiamento e facilitação da exploração clandestina, permitindo que a atividade se mantivesse em funcionamento fora dos marcos legais.
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