A cantora e jornalista angolana Elisa Coelho, conhecida artisticamente como Antonica, fez uma contundente denúncia em sua rede social sobre a falta de responsabilidade do Serviço de Migração Estrangeiro (SME), que a levou a perder uma viagem programada ao Brasil.
Em sua postagem, Antonica expressou sua indignação pela falta de comunicação do SME, mesmo após ter seguido todos os passos necessários para a obtenção de seu passaporte profissional. Com passagem comprada, a artista viu-se impedida de participar de atividades importantes no Brasil, criando um cenário de frustração e desespero.
“A forma irresponsável como pessoas do órgão trataram do processo me impossibilitou de participar das atividades às quais fui convidada”, afirmou a cantora.
Antonica destacou ainda a existência de um memorando entre o Ministério da Cultura e o SME, que deveria facilitar a emissão do passaporte de serviço para artistas. Ela enfatizou que confiar na boa vontade das instituições é essencial para quem trabalha com arte.
A artista, que está regularizada e tem suas cotas pagas, acredita que deveria ter recebido uma comunicação sobre a revogação deste memorando, permitindo que buscasse alternativas, como o visto normal.
Além dos transtornos pessoais, a situação gerou um impacto significativo nas agendas de outras pessoas envolvidas em sua visita ao Brasil. “Como fica a posição do senhor ministro da Cultura de Angola, que deu valor a esse convite?”, questionou Antonica, enfatizando a seriedade da situação.
Ela pediu desculpas ao Instituto Afrocentrado Kibanthuere e à Rede de Nacional de Mulheres Negras Brasileiras, ressaltando o compromisso de artistas e organizações que se esforçaram para sua recepção no Brasil.
Para Antonica, a falta de comunicação e sensibilidade por parte do SME é inaceitável. Ao final de sua mensagem, ela refletiu sobre a responsabilidade que as instituições têm para com os cidadãos, afirmando que, em condições normais, alguém seria responsabilizado por uma falha tão grave.
A artista garantiu que sua denúncia será também compartilhada em áudio, afirmando que é necessário dar voz à inquietação de quem se sente desrespeitado.
Esta situação coloca em relevância a importância da comunicação eficaz entre instituições e cidadãos, especialmente em processos que envolvem compromissos internacionais. A comunidade artística aguarda uma posição formal do SME e do Ministério da Cultura sobre o caso.
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