Um grupo de quadros do MPLA tornou público um protesto interno no qual acusa responsáveis partidários de alegadamente desrespeitarem orientações superiores durante o recente processo de alargamento do Comité Nacional da OMA.
Segundo o documento, os visados são Nhanga de Assunção e Camuto Rafael, que teriam, de acordo com os denunciantes, actuado em contrariedade às directrizes do partido com o objectivo de favorecer uma lista associada ao general Higino Carneiro.
De acordo com a exposição, o Comité Nacional da OMA era composto por 241 membros e teria sido autorizado o seu alargamento para 299. No entanto, os subscritores do protesto alegam que foram integrados 58 novos membros, quando estariam previstos apenas 14 adicionais.
O documento refere ainda que entre os novos integrantes constariam esposas de generais e familiares de figuras ligadas ao partido, apontando possíveis critérios de favorecimento. Entre os nomes mencionados estão familiares associados a oficiais superiores e a inclusão de quadros sem histórico político ou trajectória na OMA.
Os denunciantes citam igualmente a colocação de Zayda Payama no Gabinete da Vice-Presidente da OMA, alegando que a nomeação terá ocorrido sem percurso prévio relevante na organização feminina do partido.
No texto, dirigido à liderança máxima do partido, os subscritores apelam à intervenção do presidente do MPLA, advertindo para o que consideram ser movimentações internas que visariam enfraquecer a sua liderança.
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